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João Almeida sai muito mal tratado da queda, mas recusa desistir: "Espero estar na partida"

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM A vitória final escapou-lhe. Mas a vontade de continuar mantém-se intacta. João Almeida foi um dos ciclistas mais afetados pela queda coletiva que obrigou à neutralização da 4.ª etapa da Volta à Polónia e terminou o dia profundamente marcado pelas consequências do acidente. O português da UAE Emirates cruzou a meta com mais de 16 minutos de atraso , ficando praticamente afastado da discussão pela classificação geral, mas a maior preocupação deixou de ser o cronómetro. Era preciso perceber em que estado físico havia saído da queda. Com várias escoriações visíveis no lado esquerdo do corpo, o português não escondeu que as dores são intensas, embora acredite que o pior poderá ter sido evitado. “Não me sinto bem. Tenho dores no joelho e no tornozelo, mas suponho que vou ficar bem. Provavelmente consegui evitar fraturas.” Apesar do impacto do acidente, o corredor português mostrou-se determina...

Rita Freitas e o reencontro com a competição

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Rita Freitas sonha com o quadro principal do Nacional Absoluto.
Rita Freitas é o nome mais sonante do qualifying do Nacional Absoluto.

                                 Jamor entre memórias e recordes

Com uma mochila carregada de memórias, ensinamentos e muitos quilómetros de ténis, Rita Freitas, de 39 anos, voltou a competir no Campeonato Nacional Absoluto / Taça Guilherme Pinto Basto, no Complexo do Jamor. O regresso da experiente tenista fez-se esta manhã com naturalidade e eficácia, confirmando que a ligação ao campo de ténis continua intacta, apesar do tempo e das etapas já cumpridas na carreira.

No court número 2, do coberto de piso rápido da nave do Jamor, a campeã nacional e bicampeã mundial de veteranas +35 anos apresentou-se segura e determinada, impondo-se a Catarina Ferreira, de 41 anos, por 6-2 e 6-1, na ronda inaugural do qualifying. Um triunfo claro, sustentado na consistência do jogo, na leitura tática e na capacidade de controlar os momentos-chave do encontro.

Mais do que um simples resultado, a vitória simbolizou o reencontro entre uma atleta experiente e um palco que conhece bem, após 16 anos de interregno. O Jamor voltou a acolher a atleta de Carcavelos como espaço de competição e de memória, onde a exigência permanece e o prazer pelo jogo continua a ser o motor essencial.

Na ronda de acesso ao quadro principal defrontará Sofia Pinto (CT Estoril), vencedora de Teresa Poppe, por 7-5 e 6-2.

O peso da experiência

Enquanto Rita Freitas representa o valor da longevidade competitiva, o Campeonato Nacional volta também a ser palco da afirmação da atual referência maior do ténis feminino português.

Francisca Jorge, natural de Guimarães e atualmente 216.ª do ‘ranking’ WTA, regressa ao Jamor com entrada direta no quadro principal e o estatuto de primeira cabeça de série, reflexo do domínio exercido nas últimas edições e na hierarquia mundial.

Detentora de oito títulos consecutivos, a tenista minhota apresenta-se como a principal favorita à conquista do troféu. Aos 25 anos, já figura entre as três portuguesas mais tituladas de sempre na história da prova, um percurso que confirma a sua regularidade e consistência ao mais alto nível nacional.

A edição deste ano ofereça-lhe, porém, um desafio adicional: a possibilidade de igualar a sequência de nove triunfos consecutivos alcançada por Sofia Prazeres na década de 1990. Um feito reservado a muito poucas atletas e sublinha a dimensão histórica do momento.

História em construção

Caso alcance esse nono título, Kika ficará somente atrás de Leonor Peralta, recordista absoluta do Campeonato Nacional, com dez títulos consecutivos entre 1967 e 1976, aos quais somou ainda mais três conquistas em anos posteriores. Um marco que continua a servir de referência máxima no ténis feminino português.

A sua principal rival é a sua irmã mais nova, Matilde Jorge, mas poderá haver a intrusão de Angelina Voloschuk na luta pelo título e do cheque de 2600 euros.

É neste cruzamento entre passado, presente e futuro que o Jamor volta a afirmar-se como o centro simbólico do ténis nacional. O Campeonato Nacional Absoluto mantém-se como espaço de consagração, mas também de reencontro, onde convivem atletas em diferentes fases da carreira, unidas pelo mesmo rigor competitivo.

Rita Freitas traz ao torneio a memória viva de uma carreira construída com dedicação e paixão; Francisca Jorge representa a continuidade da excelência e a ambição de quem continua a escrever, ponto a ponto, novas páginas da história da modalidade. Entre regressos simbólicos e recordes em risco, o Jamor volta a ser palco de histórias que merecem ser contadas. 

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