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Os êxitos lusos ficaram na rede

                                                            Por António Vieira Pacheco

Caminho travado na estreia.
Créditos: FPT. Ana Filipa Santos travada na ronda inaugural.


Tal como no capítulo masculino da competição, o Oeiras Ladies Open abriu portas sem abrir sorrisos para as cores lusas. A segunda edição do torneio sob a égide da categoria WTA 125 revelou-se madrasta para as tenistas portuguesas, quatro no total neste primeiro dia — todas afastadas sem grandes margens para duvidar do desfecho.

A abrir as hostilidades, Ana Filipa Santos, quarta melhor portuguesa no ‘ranking’ (976.ª), procurava repetir a presença no quadro principal que um ‘wild-card’ lhe garantira há um ano. Desta feita, com o mérito do ‘ranking’, enfrentou a canadiana Carson Branstine, cabeça de série do qualifying e 196.ª do mundo. O marcador não deixou espaço a ilusões: duplo  6-1, e um adeus precoce.

Seguiu-se Teresa Poppe, jovem promessa com o título nacional de sub-16 ainda fresco no palmarés. Estreava-se num palco com carimbo WTA, mas a neerlandesa Lian Tran (354.ª) revelou-se obstáculo demasiado alto. A derrota por 6-1, 6-0 contou a história de um embate desequilibrado, mas não desprovido de aprendizagem.

Outros dois nomes nacionais juntaram-se ao desfile de despedidas. Amália Suciu (1298.ª), com um dos convites da organização, não conseguiu travar a checa Jesika Maleckova (409.ª), que venceu por 6-2 e 6-1. Analu Freitas (1235.ª), por sua vez, caiu perante a croata Lucija Ciric Bagaric (306.ª) com idêntico desfecho: duplo 6-1.

Ainda assim, há esperança para o ténis feminino português nesta edição. No quadro principal resistem quatro nomes que carregam a responsabilidade e o sonho: Francisca Jorge, Matilde Jorge, Angelina Voloshchuk e Inês Murta. Caber-lhes-á agora tentar devolver ao público português a nota mais doce que faltou no começo: o som de uma vitória.

 


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