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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Assessoria de imprensa ou barreira à informação no desporto?

    António Vieira Pacheco 1 de novembro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 2 min Há uma pergunta que tem de ser feita a quem exerce funções de assessoria de imprensa: afinal, para que serve um assessor? A questão não é meramente teórica. Algumas situações vividas no contacto com estruturas desportivas levantam dúvidas sobre como certas assessorias encaram a relação com os jornalistas. No ténis, perante um pedido de credencial de imprensa, a resposta foi uma pergunta: para que queria o jornalista a credencial? Noutro episódio, perante um pedido de contacto de uma atleta de ciclismo, a solução apresentada foi remeter o jornalista às redes sociais. Dois episódios distintos, mas com um denominador comum: a dificuldade em compreender que a assessoria de imprensa existe, entre outras razões, para facilitar o trabalho dos jornalistas. Uma credencial não é um favor É legítimo haver procedimentos de acreditação, critérios de acesso e regras de organização...

Faltaram os detalhes e a estrelinha a Rocha

Por António Vieira Pacheco

Pormenores decidem destino de Rocha.
A dura derrota do portuense em Marrocos.

Henrique Rocha regressou ao circuito ATP este domingo, mas a jornada em Marraquexe trouxe-lhe, uma vez mais, uma amarga realidade: uma dolorosa derrota na primeira ronda da fase de qualificação do ATP 250 frente a Pierre-Hergues Herbert. 

Este revés, o quinto consecutivo, prolonga a sua travessia pelo deserto das vitórias, que já dura desde fevereiro, quando uma lesão o afastou das competições durante um mês.

A esperança de uma vitória renovada, que parecia ao alcance, dissipou-se após uma batalha épica de duas horas e 40 minutos, onde o tenista português mostrou o seu talento, mas cedeu à experiência de Herbert. O encontro foi decidido por pormenores, refletindo a intensidade da luta, com os parciais de 4-6, 7-6 (2) e 7-6 (1).

No início da partida, o jovem português, de 20 anos, demonstrou grande garra e, com uma atitude positiva, conseguiu impor-se no primeiro ‘set’. 

Contudo, o equilíbrio e a tensão do encontro começaram a pesar-lhe, com o segundo ‘set’ a ser marcado por um duelo de nervos e resistência, que só se resolveu no tiebreak, onde Herbert, mais calculista, aproveitou as lacunas de Rocha para restabelecer a igualdade.

 O terceiro ‘set’, tal como o segundo, manteve-se equilibrado e feroz, sem que qualquer dos jogadores conseguisse impor uma superioridade clara. No entanto, mais uma vez, o francês, mais tranquilo nos momentos decisivos, selou a vitória com uma precisão letal no tiebreak.

O portuense sai de Marraquexe e prepara-se, sem tempo a perder, para a próxima batalha no Challenger 100 de Monza, em Itália. Ali, Henrique Rocha buscará, com a mesma determinação, quebrar a maré negativa e voltar a sentir o sabor da vitória no circuito internacional, que parece, por agora, estar à distância de um fôlego.


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